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Por que Fabio Gouveia escolheu Floripa para morar

 

Fabio Gouveia, conhecido pelos amigos como Fia, é uma lenda do surf e um dos percursores do surf brasileiro. Hoje ele mora em Floripa e tivemos a oportunidade de conversar com ele sobre a escolha da cidade para morar e treinar.

Seu histórico como atleta é excepcional. Começou a surfar aos 13 anos de idade.

Cinco anos depois, em 1987, foi Campeão Brasileiro Amador. E em 1988, foi surpreendentemente, Campeão Mundial Amador, tornando-se o primeiro surfista brasileiro a conquistar um título mundial.

Profissionalizou-se em 1989 e finalizou sua primeira temporada como profissional, entre os 35 melhores classificados e eleito o novato do ano.

Ganhou seu primeiro evento do World Tour, em 1990, o Hang Loose Pro Contest em Guarujá/SP. Evoluiu de forma constante ao longo dos próximos três anos, terminando em 25º em 1990, 13º em 1991 e quinto em 1992.

Durante este período consquitou quatro eventos, incluindo o Winning Surfer, última etapa da temporada de 1991, em Sunset Beach, Hawaii.

Em 1998, Fábio Gouveia foi campeão da World Qualifying Series e mais uma vez, ganhou um lugar na elite profissional. Também em 1998 conquistou seu primeiro título nacional, feito que repetiu em 2005.

Competiu profissionalmente até 2009, quando decidiu se afastar dos eventos profissionais.

Pai de três filhos, hoje ele tem sua própria marca de pranchas e seu filho Ian Gouveia, continua a traçar a história da família no surf mundial, conquistando em 2016 o nono lugar no ranking do QS (divisão de acesso) e se classificando para a elite do surfe mundial em 2017.

O Campeche, em Floripa, é a casa da família hoje. E em uma rápida conversa, ele nos conta como chegou e o quanto esta mudança foi decisiva na vida da família.

Fábio, você foi criado em João Pessoa e hoje mora em Florianópolis. Conta um pouquinho desta mudança e quantas existiram até você chegar aqui:

Quando decidi seguir os passos para me tornar um surfista profissional, Floripa foi meu primeiro destino para disputar um evento nacional fora do eixo norte/nordeste. Naquela época ainda como surfista amador, sonhava em estar nos festivais OP PRO, na praia da Joaquina, Isso em meados dos anos 80.

Casei com uma pernambucana e fixei residencia por lá nos anos 90 quando meus filhos nasceram.  Ao mesmo tempo, eu buscava evoluir no esporte, já que o Estado, naquela época, era um celeiro de talentos e competições.

Santa Catarina era o Estado que estava bombando no surfe, muitos eventos e uma quantidade enorme de surfistas profissionais vivendo em Floripa.

Projetos como o centro de treinamento Aragua, na Praia Mole, era um atrativo ainda maior. Devido a qualidade de vida e mais uma vez, em busca da evolução no surf, decidimos mudar pra ilha no fnal de 2002.

Veio toda a família?

Toda a familia veio, incluindo gatos e cachorro. A adaptação foi das melhores e remontamos nossas vidas aqui.

E por que Floripa?

Em termos de surf, Floripa é a cidade mais surf do Brasil. A mais pura surf city. E em plena evolução, nos permite ter uma ótima qualidade de vida e aproveitar ao máximo o tempo no sentido do trabalho e lazer.

E hoje como é a sua rotina de treino, de pai, de exercícios, como você divide seu tempo quando está em casa?

Vivo de acordo com as ondas. Se o mar está bom, a prioridade é o surf. Mas o exercício físico para manter a longevidade e a menta sã é diário.

A ilha é uma academia ao ar livre, onde o “funcional” rola solto. Pedaladas, caminhadas em trilhas e remadas de Sup ou canoa tanto no mar como em lagoas, é sempre uma felicidade.

Hoje tambem sou fabricante de pranchas de surfe e as ondas do litoral catarinense me permitem usar e testar todo tipo de equipamento. Podemos dizer que o litoral é uma excelente pista de testes para a atividade profissonal que exerço paralelamente ao Free Surfe.

Os seus filhos então cresceram aqui? O que você achou mais importante que morar em Floripa proporcionou para eles?

Aqui eles cresceram e se desenvolveram. O mais velho vem terminando curso de Ciências Sociais na UFSC e vem dando início a uma marca de surfe, a Mightb. O do meio teve a oportunidade de se profissionalizar em nosso esporte.

A caçula aguarda ingressar no aviação, já que acabara de concluir curso de comissária de bordo.

Ou seja, aqui todos se encontraram e seguem felizes.

 

Você é uma referência no surf mundial. Referência de toda uma geração que surfa ou curte o estilo de vida de quem surfa. Como você define a ousadia dos brasileiros desta nova geração, como seu filho Ian, assistindo ao surf hoje?

Quando ingressei no surfe profissional, juntamente com o catarinense Flavio Padaratz (Teco) ao final dos anos 80, tínhamos o dever de mudar a cara do surf profissional brasileiro perante a comunidade mundial.

Fomos muito bem na época e por quase duas décadas tentamos nosso melhor.

As gerações que vieram posteriormente aproveitaram o caminho que havíamos terminado de pavimentar, caminho esse que foi iniciado nos anos 70, por nossos antecessores. Época em que os festivais Wameia 5000 e Olímpikus de Surfe, por exemplo, eram as referências de evolução.

O surfe evoluiu, aprendemos a surfar em ondas de qualidade após muitas viagens internacionais para ondas clássicas e por fim, a geração Braziliam Storm foi favorecida por nossas praias, um campo aberto para treinos especiais de manobras aéreas.

E por último, você se arriscaria em uma autobiografia? Um livro antológico com imagens da história da sua vida e do surf mundial?

Talvez um dia faça…

 

Obrigada Fabio Gouveia. Por tudo o que você fez e faz pelo nosso país e pelo surf mundial.

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